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Resident Evil: O Hóspede Maldito

  • Foto do escritor: +Q90m
    +Q90m
  • 2 de mai. de 2020
  • 4 min de leitura

O Hospede Maldito pode ser considerado um dos melhores da franquia. O filme foi lançado no inicio dos anos 2000 quando a adaptação de jogos eletrônicos estava no auge.

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Alice é uma agente da Umbrella, cuja principal função é manter em segurança uma mansão que guarda a entrada de um laboratório chamado “Colmeia”. Lá é onde a Umbrella – uma grande organização multinacional – trabalha em um novo projeto chamado T-Vírus. Quando os trabalhadores da Colmeia são infectados, cabe à uma equipe especializada em controlar crises resolver os problemas na colmeia e saber o que aconteceu no local.

Depois que um personagem libera o T-Vírus na colmeia – motivo explicado apenas no sexto filme da franquia -, a Rainha Vermelha decide tomar decisões drásticas para conter a ameaça biológica para fora do laboratório. Para o mundo exterior, a colmeia - no jogo, o laboratório não se chama Colmeia, mas NEST - nem mesmo existe sendo localizado no subsolo de Raccoon City. Essa questão da mansão e o laboratório é uma das poucas coisas que o filme tem em relação ao jogo.

A cena de abertura do filme é na verdade bem interessante e instigante. É uma forma bem dinâmica de apresentar a problemática que vai percorrer todo o filme, desde a apresentação do local, no caso a Colmeia; o T-vírus e como ele se espalhou; e as consequências que isso teve para os trabalhadores do local junto à Rainha Vermelha (Michaela Dicker) - que é um tipo de sistema operacional do laboratório. Há também uma breve exposição do que é a Umbrella, claramente uma tentativa de alcançar não apenas os fãs da franquia dos jogos, mas os amantes de filmes de terror e ação que não conhecem os games. O cenário e os efeitos especiais até que são bons considerando o que se tinha na época - a 18 anos atrás. Os efeitos práticos deixam a desejar, Alien em 1979 conseguiu fazer maravilhas sem tecnologia.

O filme consegue trazer um pouco do ar sombrio presente nos jogos. A narrativa do filme e seu estilo seguem uma mesma lógica de vídeo game. Dessa forma, existem objetivos a serem alcançados, a constante apresentação de um mapa para situar geograficamente os personagens para quem assiste, um chefão nos minutos finais para ser superado, etc. Todas essas etapas enfrentadas pelos personagens vão seguindo até o último ato do filme, que carrega uma referência legal e nostálgica em seu encerramento. O filme tem sim seus momentos de tensão – um dos mais agoniantes e a cena dos lasers para se chegar a Rainha Vermelha.

Apesar de o filme não tem ligação alguma com os jogos - decisão tomada pela própria Capcom (que desenvolve os jogos da franquia), afirmando que os filmes live-action não teriam ligação alguma com os games -, alguns elementos, ou a maioria deles, estão presentes lá. Temos a empresa Umbrela Corporation, responsável por todo esse caos em Raccon City - como já falado. Os cachorros zumbis – que aqui são bem convincentes. O “vilão” do filme, um Licker, inimigo clássico que surgiu nos primeiros jogos da franquia. O T- Vírus também aparece junto aos arquivos que são fundamentais para a cura. Uma equipe especial da Umbrella, que é apresentada no jogo, Resident Evil 2. Existe uma possibilidade de interpretação – a nosso ver - de Matt Addison (Eric Mabius) ser um agente da S.T.A.R.S (No jogo, eles são uma equipe de policiais de Raccoon City que resolvem problemas os quais a polícia normal não conseguem dar conta. Eles são financiados, inicialmente pela Umbrella. Logo depois de todos os eventos em Raccoon City, os S.T.A.R.S se encarregam de operações Anti-Umbrella pelo mundo.)

As atuações são medianas. Milla Jovovich não incomoda e a forma como ela constrói Alice é aceitável. Quando o +Q90M decidiu fazer essa recapitulação dos filmes, percebemos que apesar dos grandes intervalos entre os filmes – o primeiro em 2002 e o último apenas em 2016 – a composição de Alice não muda em quase nada, e isso é um ponto positivo. Alice, protagonista do filme, foi desenvolvida e criada somente para o filme, ela nunca apareceu ou foi citada nos games principais e nem nos Spin-offs. A personagem é decidida, objetiva, mas que ao mesmo tempo é leal as pessoas que lhe ajudam na sua jornada para destruir a Umbrella. A atuação de Michelle Rodriguez incomoda bastante, por parecer um tanto forçada demais. Querendo entregar uma mulher durona e segura, mas passando bastante do ponto. Mesmo que alguns personagens dos jogos apareçam em filmes futuros, os mesmos como já dito, não interferem em nada na cronologia dos jogos. O filme seguiu o Roteiro de Paul W.S Anderson e foi supervisionado por Yoshiki Okamoto, responsável pelo primeiro jogo em 1996, até o CODE: Veronica.

Resident Evil: O Hospede Maldito é um bom filme de ação e terror não decepcionado tanto como adaptação de um jogo, já que consegue se bem adaptado ao formato sem perder sua essência.

- Breno Muniz e Pedro Silva

Resident Evil: O Hóspede Maldito (Resident Evil)

DIRETOR: Paul W.S Anderson

PAÍS: USA

ANO: 2002

DURAÇÃO: 100 min

ELENCO: Milla Jovovich, Michelle-Rodriguez, Eric Mabius, James Purefoy, Martin Crewes, Colin Salmon


 
 
 

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