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Resident Evil: Recomeço

  • Foto do escritor: +Q90m
    +Q90m
  • 23 de mai. de 2020
  • 4 min de leitura

Após a volta de Paul W. S. Anderson, para a direção do filme, e com a liberdade de usar suas novas - recicladas - ideias. Esse novo capítulo traz pouca história, esquecendo um pouco os acontecimentos dos três primeiros filmes, deixando o horror de lado, dedicando-se completamente a ação.

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Depois de invadir e destruir uma das centrais de comando da Corporação Umbrella, Alice parte em busca de Arcadia, local que promete estar livre da infecção. Ao encontrar sua amiga Claire, ambas se aliam a um grupo de sobreviventes confinados em uma penitenciaria. Agora, todos têm em comum o desejo de seguir rumo ao suposto local seguro.

O complicado de fazer a análise de um filme que já têm dez anos é o fato de que, não sabemos quais eram os desejos cinematográficos do publico nessa época. Ao assistirmos o filme novamente, percebemos os diversos problemas que ele apresenta. Não que já não fossem claros em 2010, mas que agora, afloram consideravelmente. Se pudermos estabelecer em qual filme da franquia as coisas começam a desandar, não a duvidas que seja em Resident Evil: Recomeço.

Este nosso capítulo se inicia com Alice recapitulando todos os acontecimentos do filme anterior. Ela, junto as suas várias cópias (clones), invadem uma das Centrais de Comando da Umbrella em Tóquio. É uma cena de ação com direito a pancadaria, muito sangue e tiroteio. Mas não se anime em achar que é uma ótima cena introdutória para o que veremos durante o filme, muito pelo contrário. A começar por essa cena, ela simplesmente não flui com naturalidade e de quebra já rompe regras que foram estabelecidas pelo roteiro nos filmes passados. Se o objetivo do Dr. Isaacs (Iain Glen) era desenvolver nos clones as habilidades do Projeto Alice “original”, por quais motivos ele não consegue e por quais a própria Alice “original” consegue fazer tão rápido?

O vilão, Albert Wesker (Shawn Roberts) retorna mais para se mostrar um sujeito que não pode ser morto nem quando metade de sua cabeça é destruída. O vilão ganha mais atenção e é responsável - já no inicio do filme – por anular todos os poderes de Alice. Alguns elementos como a maneira com os mapas são apresentados, os laboratórios subterrâneos, já não apresentam qualquer surpresa ou admiração. O roteiro decide manter a busca por Arcadia sua principal linha de desenvolvimento, assim como no capítulo anterior. O filme tem um desenrolar em um cenário mais fechado assim como em “O Hospede Maldito”. Uma prisão de segurança máxima usada como abrigo por alguns sobreviventes.

A direção de Paul W.S. Anderson é apenas eficiente, mas nada que apresente alguma inovação, já que os filmes nunca chegaram a ter aquele ambiente de horror dos jogos. São técnicas recicladas de outros filmes de sucesso (Matrix), isso quando não são usadas sem nem mesmo propriamente alguma função. Existe alguns jump scares bem genéricos como a cena dos corvos no avião no início do filme. Anderson usou a tecnologia do 3D para o filme na época, o que rendeu boas cenas de ações, mesmo que em excesso. É realmente uma condução um tanto aleatória, como um “isso aqui é legal e eu quero no filme”.

O roteiro, também de Paul W.S. Anderson nunca esteve mais perdido se comparado aos antecessores. O enredo não caminha em nada na história e poderia até mesmo ser ignorado dentro das sequências se não fosse alguns pontos ali colocados apenas para justificar uma nova continuação. Não há qualquer tentativa de criar um aspecto de terror, e o longa abraça com força o gênero de ação. São tantas pontas soltas que até nos perdemos entre elas. (Como duas pessoas aparentemente humanas, conseguem sobreviver a explosão de um avião sem nem mesmo uma cicatriz?). Um artefato faz com que Claire Redfield (Ali Larter) fique agressiva e perda a memória – o mesmo utilizado em Jill Valentine na sequência seguinte -, contudo ninguém se dá ao trabalho de explicar o que é, para que serve, e por que ele só afeta algumas pessoas, claramente (e de forma aleatória) as mais próximas de Alice.

Em relação aos novos personagens não há o que dizer, são apenas sujeitos colocados ali para morrer e manter os personagens “mais importantes” vivos. Desenvolvê-los? Não mesmo, o foco aqui são corpos para serem abatidos. É triste ver Chris Redfield (Wentworth Miller), um personagem tão importante nos jogos ser tão mal utilizado. Sua função se resume apenas a fazer os fãs felizes e se usar das habilidades de Miller aprendidas em Prison Break. Um dos poucos momentos animadores com o personagem é na cena final de luta com Wesker. Uma clara referência ao desfecho do jogo de Resident Evil 5.

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Se os personagens não tem uma direção certa, os zumbis não ficam atrás. Além de só aparecerem no último ato, aqui temos uma vasta evolução entre as criaturas que agora sabem nadar, escavar, correr e etc. Para não ser completamente injusto com as criaturas, à uma inovação interessante em relação à aparência dos mesmos. Anderson também tem a brilhante ideia de colocar Executioner (do game Resident Evil 5), mas sem ao menos saber o que fazer com o vilão. Ninguém explica de onde ele saiu, porquê apareceu ou sua necessidade em entrar na prisão. Na verdade, Executioner tem apenas a função de criar uma tensão em determinada cena junto a Alice e Claire – essa última sendo sexualizada de forma bastante bizarra.

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O longa termina com uma nova investida da Umbrella contra Alice. Em uma cena pós-credito temos a volta de Jill Valentine (Sienna Guillory) agora trabalhando em função da Corporação.

Resident Evil: Recomeço é problemático quando se leva em consideração sua própria mitologia, contudo é um filme possível de encarar caso você esteja disposto a não levar em consideração a lógica e o roteiro desgovernado.

- Pedro Silva e Breno Muniz

Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil: Afterlife)

DIRETOR: Paul W. S. Anderson

ANO: 2010

PAÍS: EUA

DURAÇÃO: 97 min

ELENCO: Mila Jovovich, Ali Larter, Kim Coates, Shawn Roberts, Sergio Perus Mencheta, Spencer Locke, Boris Kodjoe, Wentworth Miller

 
 
 

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