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Sucker Punch: Você Tem Todas as Armas de que Precisa

  • Foto do escritor: +Q90m
    +Q90m
  • 18 de jan. de 2020
  • 3 min de leitura

Esse definitivamente é um filme mal compreendido. Infelizmente. Ainda me lembro da experiência incrível que foi assistir a esse filme pela primeira vez. Como o próprio Zack Snyder descreveu: “Uma espécie de ‘Alice no País das Maravilhas’ com metralhadoras”.

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Após a morte da mãe, Babydoll (Emily Browning) e sua irmã ficam a mercê do padrasto abusivo. O sujeito nada fica feliz quando feita a leitura do testamento e nada é deixado a ele. Por vingança, o padrasto tenta abusar da irmã mais nova, fazendo com que Babydoll tome atitudes drásticas. Com isso, Babydoll é internada em um manicômio onde será submetida a uma seção de lobotomia. É a partir desse momento que o filme ganha força e sua própria identidade. Como forma de aceitar os últimos acontecimentos, Babydoll idealiza uma espécie de realidade alternativa dentro do sanatório. Somos levados a um bordel, com garotas trancadas contra sua vontade e forçadas a se prostituir. Babydoll, logo apresenta uma magnifica habilidade com a dança dando à garota a possibilidade de tentar sair daquele lugar. Com a ajuda de Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens), Amber (Jamie Chung), Sweet Pea (Abbie Cornish), Baby pensa em um plano de fuga.


Infelizmente, não é um filme fácil, não por ser difícil e acompanhar, mas por sua narrativa exigir do espectador um certo nível de compreensão para entender os três níveis de realidade. Todas as cenas de ação são um tanto fantasiosas - creio que seja para reforça que tudo aquilo na verdade se passa na cabeça da nossa personagem -, com situações criativas e um tanto surreais, entretanto são sequências incríveis que não deixam a desejar. A minha preferida é a primeira missão onde nossas heroínas lutam contra os zumbis nazistas (sim, isso que você leu) para conseguir o mapa. Essa é a outra característica da narrativa, uma espécie jogo de vídeo game com etapas a serem enfrentadas, vilões cada vez mais perigosos. As garotas devem passar, conseguir itens rumo ao o objetivo final, a fuga. Objetivo esse que com certeza não agrada a todos, mas que a meu entender é um tanto coerente. As personagens são cativantes e logo nos minutos inicias você se importa com elas – principalmente por Babydoll, Rocket e Sweet Pea - torcendo para que elas consigam escapar dos constantes abusos sofridos por Blue Jones (Oscar Isaac) o enfermeiro corrupto/cafetão e criminoso. Algumas cenas são bem características de outras direções de Snyder e quem acompanha seu trabalho logo vai perceber. A quem critique a constante sexualização das personagens durante as cenas de ação, mas creio que isso seja proposital, como forma de reforça a situação que elas se encontram dentro do sanatório. (uma interpretação para as danças de Babydoll e que cada apresentação seria um abusado sofrido no sanatório).


Esse filme não é simples e abre caminho para vários debates e possibilidades de interpretações. Um tanto odiado pela crítica especializada. Antes mesmo de escrever, li alguns artigos muito interessantes sobre toda a profundidade psicológica que o roteiro trata (vou deixar o link no final para quem quiser conferir), entre outros. Minha experiência quando vi esse filme pela primeira vez - talvez por me sentir um pouco como Babydoll -, é que o mesmo se trata de um manifesto de luta/resistência. Apesar de todas as suas perdas, em nenhum momento – pelo menos em sua fantasia – Babydoll desistiu de sair daquele lugar e ser livre. O filme, em uma interpretação um tanto romantizada admito, deixa uma mensagem de que, precisamos lutar por aquilo queremos e de que tudo vai dar certo. A frase “Você tem todas as armas de que precisa”, foi muito significativo para mim e ainda é. Temos todas as possibilidades de fazer escolhas e lutar contra aquilo que nos faz mal. O filme não retrata isso como algo simples e fácil, pois de forma alguma é, mas como algo possível. Por isso que antes de aceitar suas missões, o Velho (Scott Glenn) pergunta a Babydoll “O que você quer?”. E esse questionamento pode ser feito a nos mesmos. O que queremos? Pelo o que estamos dispostos a lutar e a resistir?


- Pedro Silva



Sucker Punch

ANO: 2011

PAÍS: EUA

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

DURAÇÃO: 110 min

DIREÇÃO: Zack Snyder

ELENCO: Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens, Jamie Chung, Carla Gugino, Oscar Isaac

 
 
 

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